Saiba como identificar se você tem escoliose
Saiba como identificar se você tem escoliose
Para ser saudável e forte, uma coluna vertebral deve ser reta. Mas nem sempre isso acontece. A coluna pode apresentar desvios dos troncos para os lados, tanto em forma de “s” como de “c”. Esses desvios são conhecidos como escoliose e podem deixar os ombros e braços desnivelados.
“A escoliose pode trazer dor e desconforto na coluna e deve ser avaliada o quanto antes pelo médico para o tratamento adequado. A escoliose é o desvio lateral da coluna vertebral, frequentemente encontrada em adolescentes. Para se ter uma ideia do quanto é comum, aproximadamente 3 milhões de casos da doença são diagnosticados nos Estados Unidos a cada ano”, afirma a ortopedista Lúcia Yoko Fujita, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ela, é fácil e simples identificar a escoliose, e nem é preciso ser uma especialista para fazer isso. “Fique de pé, com os pés descalços e de costa e com ajuda de alguém, observe se os ombros estão alinhados na mesma altura. Os desvios laterais (escolioses) geralmente deixam os ombros desalinhados. Observe também a bacia, pois a escoliose pode estar associada ao desalinhamento da bacia”, explica ela. Mas a Dra. Lúcia é enfática: “ partir da menor suspeita de escoliose, uma avaliação médica é obrigatória”.
Dor muscular pode ser indício de um problema na coluna
Quem de nós nunca se queixou de uma dor muscular qualquer, nas pernas, nos braços ou nas costas, após uma longa caminhada, um dia estressante ou mesmo após a prática de exercício físico, tomou um anti-inflamatório qualquer e deixou o assunto para lá?...
Quem de nós nunca se queixou de uma dor muscular qualquer, nas pernas, nos braços ou nas costas, após uma longa caminhada, um dia estressante ou mesmo após a prática de exercício físico, tomou um anti-inflamatório qualquer e deixou o assunto para lá? A verdade é que essa dor, que pode parecer cotidiana, sem grandes proporções, pode, na verdade, ser um indício claro de algum problema na coluna vertebral. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, algum problema na coluna é a segunda doença mais comum entre brasileiros que têm doenças crônicas, acometendo 13,5% desse grupo de nada menos do que 60 milhões de brasileiros. Ou seja, desse total que tem alguma doença crônica, mais de oito milhões de pessoas sofrem de algum problema na coluna.
“A dor é um sintoma, e precisa ser sempre considerada. Se você está sentindo uma dor constante, é preciso procurar um médico. Muitas vezes, trata-se de um sintoma de um problema de coluna. E quanto mais cedo tratarmos desse problema, mais rapidamente vamos alcançar sucesso no tratamento. Além do que, assim evitamos que uma doença progrida”, alerta o dr. Marcio Taubman, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Dores na coluna atingem 85% da população mundial
Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS – 85% da população mundial teve, tem ou terá dores na coluna. “Dor nas costas pode ser um sintoma de uma doença crônica se persistir por mais de três meses e apresentar alguns sinais específicos, como, por exemplo, a irradiação da dor para as pernas. Esse é o caso da lombalgia, uma inflamação na lombar, cuja dor irradia para as pernas. As pessoa pode achar que caminhou demais ou fez muito exercício na academia, mas a origem está na coluna”, explica o dr. Marcio.
De acordo com ele, a prática regular de exercício físico e a adoção de uma alimentação saudável são fundamentais para a saúde da coluna. “O sobrepeso e o sedentarismo são inimigos mortais da coluna”, garante ele. Dores na coluna podem ter origem em vícios de postura, e nesse caso o ortopedista recomenda a prática de RPG, disponível no CREB. “Pilates também é muito bom, assim como a hidroterapia. Utilizamos, ainda, a acupuntura para ajudar a controlar a dor. O importante é o paciente se consultar com um especialista ao menor sinal de dor”, garante ele.
Força muscular e qualidade de vida na terceira idade
A força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade, com leve perda ou manutenção até os 60 anos. A partir daí, há uma perda de 15% da força muscular a cada década subseqüente. Um idoso de 80 anos, por exemplo, tem sua força muscular reduzida em 30%, o que pode comprometer sua qualidade de vida.
Segundo o reumatologista e fisiatra Haim Malech, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – CREB, “a força muscular está relacionada a independência funcional de cada indivíduo e pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular é capaz de gerar durante um movimento específico. Atualmente há uma grande preocupação com a qualidade de vida na terceira idade, sendo a mesma influenciada pela capacidade cognitiva e física. Entre pessoas com idade acima de 80 anos, as estatísticas apontam que 57% dos homens e 70% das mulheres são incapazes de realizar trabalhos domésticos pesados”.
– A independência funcional é fundamental para o aumento da atividade física, refletindo diretamente na densidade mineral óssea. Logo, chegar à terceira idade de forma ativa pode ser um dos fatores que impedem a redução drástica da densidade mineral óssea nessa faixa etária. E isto pode ser realizado controlando a densidade óssea e a qualidade muscular do idoso – explica o médico do CREB.
O Dr. Haim diz que o melhor remédio é a prevenção, através da prática regular de exercício físico, dentre eles o pilates, associado a técnicas especificas de alongamento e fortalecimento muscular com o RPG, atividades oferecidas pelo CREB, com a supervisão de médicos. A consulta a um especialista é, aponta o médico, é o primeiro passo para a busca da prevenção e, conseqüentemente, da qualidade de vida.
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